Do Marketing Tradicional não reza a História

Lançámos o desafio, à profissional de marketing Fabiana Oliveira, de resumir a sua experiência na Marketing Marathon Porto no dia dedicado ao tema “Digital Storytelling” através de um artigo de opinião que agora partilhamos convosco.

Once upon a time…

Era uma vez uma equipa de desportistas que não faltou à segunda volta da semana de correrias a acontecer no IPAM Porto. Com a APPM a abrir o caminho da primeira Maratona pelo Marketing nortenha, foi entre sorrisos e indicações que a plateia voltou a direcionar a sua atenção para os oradores convidados, que chegavam cheios de histórias para contar.

Com a energia revitalizada, o segundo dia da Maratona ficou para a história. Durante toda a semana, a camisola amarela da competição será vestida pelo “content marketing”, e ontem não foi exceção. As histórias de embalar ficaram à porta e os profissionais da área deram início à sua narrativa.

Story Busters

Diana Teixeira Carvalho despertou-nos a memória acerca do amor que todos nutrimos, por uma ou outra razão, pela cidade do Porto. Foi assim que a plateia ficou a conhecer a estratégia de crescimento da comunidade “I Love Porto”, onde qualquer um de nós pode contar um conto. Segundo a contadora de histórias é “preciso dar voz a um produto antes de o vender” e para que a voz seja forte, nada melhor que se inspirar na música como forma de ativar os sentidos para desenvolver uma “story” de valor.

De repente, e para acertar o compasso, ligamos a rádio. Não, afinal, era César Couto que sintonizava a velocidade da prova. Sem papas na língua, o diretor Geral da Vice recordou que “todos nós temos heróis” e que essa é uma boa forma de dar início à corrida. Presente em mais de 30 países, falando 17 idiomas e contando com mais de 3 mil colaboradores pelo mundo fora, a Vice é a prova de que tudo faz parte de um projeto mundial e que o mundo digital nos ofereceu a fórmula de “aumentar a quantidade de conteúdos”. E se o conteúdo é rei, e o Marketing é rainha, o valor de uma história é o que faz com que o engagement com o público aumente, enquanto o resto…. são histórias!

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Entretanto, corriam rumores para se fazer uma revitalizante pausa, onde os presentes tinham muito para contar.

De volta à maratona, Sofia Castro Lopes abriu-nos a porta do Sheraton, sublinhando a “importância do mundo digital” tem para dar a conhecer a história do hotel aos seus clientes. Depois de nos apresentar a presença diária da marca em todas as redes sociais e a adaptação às novas tecnologias, a marketing manager não abrandou o passo e sublinhou a importância de contar histórias com “conteúdo adequado para cada rede social” como forma de acrescentar valor a qualquer marca.

Desta forma, corríamos os últimos quilómetros da maratona, faltando apenas a última apresentação da manhã. Pedro Vareta e Lourenço Neves demonstraram como dão a Volta às empresas. Com o objetivo de “colocar de pé as histórias dos clientes” – considerando-se por isso produtores de histórias – para a dupla é cada vez mais importante trabalhar todas as áreas do marketing digital, numa estratégia integrada, com propostas a 360º.

The powerpuff Story

Até que finalmente, e no meio de tantas histórias, a meta foi alcançada. Olhando para trás e para o percurso percorrido, observou-se que todos podemos ser produtores de conteúdos, que as marcas trabalham cada vez mais a sua personalização e que o digital perdurará no futuro do marketing.

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A entrega de prémios foi feita, da parte da tarde, por Elsa Fernandes, formadora e fundadora da The Cherry Bicycle, que entregou a medalha de ouro às “histórias que distinguem as marcas num mercado saturado”. Denote-se, novamente, a necessidade de emocionar os clientes, fãs e seguidores com uma forte comunicação. Já dizia Zeca Afonso que “o que faz falta é animar a malta” e nada melhor que usar o poder de uma boa e sedutora história para comunicar uma marca e viver feliz para sempre (ou até à próxima atualização).

E se as histórias nos acompanham desde os nossos antepassados, no presente temos assistido a uma grande necessidade de as adaptarmos à evolução e revolução do marketing, porque do marketing tradicional já não reza a história. Criar conteúdo de valor para alimentar as diversas plataformas em que nos inserimos e fortificarmos a relação com o nosso público é, sem dúvida, o climax de qualquer história.

Quer seja ela encantada ou de encantar, qual é a tua história?





Autoria:
Fabiana Oliveira
Vitamina

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